“Cunha e Jucá eram articuladores de propina”, disse Funaro em delação

domingo, outubro 15, 2017



Em vídeo divulgado no site da Câmara dos Deputados, delator afirma que os dois eram responsáveis por operações na Câmara dos Deputados e no Senado Federal



O operador financeiro Lúcio Funaro aponta, nos vídeos divulgados da delação premiada, o ex-deputado federal Eduardo Cunha e o senador Romero Jucá como os articuladores de pagamentos de propina do PMDB Nacional na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. O delator afirma que passou a acompanhar a rotina no Congresso Nacional mais de perto a partir de 2009, quando Eduardo Cunha trocou o PP pelo PMDB. Como tinha proximidade com Cunha, ele teve maior acesso às articulações no Poder Legislativo.

"Normalmente quem tinha mais influência na Câmara dos Deputados era o deputado Eduardo Cunha e quem fazia essa interface com ele no Senado Federal era o Romero Jucá", disse no depoimento realizado na Procuradoria Geral da Republica. Isso se devia à articulação que Cunha tinha, além do PMDB Nacional, com a bancada evangélica. Em outros trechos do vídeo, Funaro conta que outros nomes da legenda repartiam os recursos acordados em outros esquemas de corrupção. Confira:

Em nota, o ex-deputado Eduardo Cunha, preso há um mês na carceragem do Departamento de Polícia Especializada, desmente as afirmações do delator, além de considerar os vazamentos ilegais. "As atividades criminosas do senhor Lúcio Funaro foram feitas por sua conta e risco, não cabendo agora para obter benefícios sem provas". O ex-deputado segue dizendo que seria "muito fácil declarar que entregou milhões a terceiros em espécie. Impossível será comprovar".

O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, que representa o senador Romero Jucá (PMDB), preferiu não comentar as declarações, pois tem "ressalvas" sobre delações premiadas.

Voce pode ler também

0 comentários