Picciani, Melo e Albertassi se entregam à PF no Rio

terça-feira, novembro 21, 2017

O presidente da Alerj, Jorge Picciani (PMDB) - Foto: Wilton Junior


Decisão do TRF2 derrubou votação da ALERJ que havia libertado os peemedebistas. Eles passaram pelo IML e foram levados ao presídio de Benfica


Depois de a 1ª Seção Especializada do Tribunal Regional Federal (TRF 2ª Região) restabelecer, por unanimidade, as prisões do presidente da Assembleia Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ), Jorge Picciani (PMDB), e dos deputados estaduais Paulo Melo (PMDB) e Edson Albertassi (PMDB), os três peemedebistas se entregaram na Superintendência da Polícia Federal no Rio na tarde desta terça-feira. A decisão do TRF 2ª Região considerou que a soltura de Picciani, Melo e Albertassi, após votação na Alerj, foi ilegal porque não passou pelo tribunal.

Os três parlamentares fluminenses se entregaram separadamente. O primeiro foi Edson Albertassi, seguido por Paulo Melo e, por último, Jorge Picciani. Por volta das 17:00 horas, eles foram levados ao Instituto Médico Legal (IML), no Centro, onde passaram por exame de corpo de delito. Às 17h50, o trio chegou à cadeia pública José Frederico Marques, em Benfica, Zona Norte, onde estão detidos os investigados pelo braço da Operação Lava Jato no Rio.
Picciani, Melo e Albertassi são os principais alvos da Operação Cadeia Velha, deflagrada na semana passada, e são suspeitos dos crimes de corrupção, associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas no suposto recebimento de propinas de empresas de ônibus do Rio de Janeiro e de empreiteiras, como a Andrade Gutierrez e a Odebrecht. Eles haviam se entregado à PF na última quinta-feira, mesmo dia em que o TRF2 decretou, também por unanimidade, a prisão deles pela primeira vez.
O trio passou apenas uma noite no presídio de Benfica e na sexta-feira, por 39 votos a 19, a Alerj derrubou as prisões e o afastamento deles de seus mandatos parlamentares. A decisão da Casa, no entanto, foi encaminhada diretamente à unidade prisional e não passou pelo TRF2, ao qual caberia expedir mandados de soltura. A falta de comunicação ao tribunal gerou uma questão de ordem, debatida no colegiado em sessão extraordinária nesta terça, na qual se decidiu decretar as prisões novamente.

Fonte: Estadão Conteúdo

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