Taxa de rejeição cai para quase todos os presidenciáveis, exceto Lula

terça-feira, janeiro 30, 2018

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Pesquisa foi feita antes do petista ser condenado pelo TRF-4; imagem de Ciro, Bolsonaro, Alckmin, Maia, Temer e até de Gilmar Mendes melhoraram


A avaliação pública dos principais pré-candidatos à Presidência deu uma trégua nesse mês. Isso porque, segundo a mais recente edição do Barômetro Político Estadão-Ipsos Brasil, a rejeição de quase todos os presidenciáveis caiu em janeiro deste ano. Segundo a pesquisa Ipsos Brasil publicada nesta terça-feira (30/01), pelo jornal O O Estado de S. Paulo, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) viu sua taxa de desaprovação recuar de 72% para 63%.

Movimento semelhante aconteceu com a rejeição do ministro Henrique Meirelles (Fazenda), que caiu dos 75% para 63%. Já o deputado Jair Messias Bolsonaro (PSC Jovem-RJ) deixou de ser desaprovado por 44% dos eleitores para alcançar o índice de 37% de rejeição. Também cotado pela pesquisa, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (Democratas/RJ) viu sua desaprovação cair de 73% para 66%. Além deles, Ciro Gomes também teve um mês melhor neste início de 2018, com taxa de rejeição caindo dos 65% para 61%.

Até mesmo o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal - STF, teve boas notícias neste levantamento. Afinal, sua desaprovação caiu de 85% para 70%. No caso de Michel Temer, o mesmo indicador foi de 97% para 92%, ainda garantindo-lhe a marca de presidente da República mais rejeitado no País e político menos aprovado do Brasil.

E o Lula, lá?

Vindo na contramão da tendência, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pré-candidato do PT, não teve boas notícias com o levantamento – e nem ruins, no caso. Afinal, suas taxas de aprovação (44%) e de desaprovação (54%) se mantiveram praticamente estáveis. Vale lembrar, porém, que a pesquisa foi feita antes do julgamento do petista no TRF-4, que confirmou sua condenação por corrupção e lavagem de dinheiro.

Lula foi condenado na última quarta-feira (24/01) e sofreu aumento de sua pena. Antes condenado a 9 anos e meio de prisão, o petista agora carrega uma sentença de 12 anos e um mês. Hoje, ele solicitou o habeas corpus para tal condenação. A pesquisa Ipsos ouviu 1,2 mil entrevistados entre os dias 02 e 11 de janeiro deste ano, em 72 municípios de todo o País.


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