TSE: a manobra para Fux esticar seu mandato

domingo, janeiro 28, 2018



Uma brecha no artigo que trata da composição dos tribunais eleitorais alimenta articulação para que o ministro Luiz Fux estenda seu mandato no comando do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele assumirá a chefia da corte em fevereiro, e deveria entregá-la a Rosa Weber já em agosto, na iminência da campanha, para assumir a vice-presidência do Supremo Tribunal Federal - STF. Para não passar o apito às vésperas do jogo, há quem defenda que Fux estique a gestão até outubro, comandando a eleição mais imprevisível desde 1989.

Embora curta, a gestão de Luiz Fux será decisiva para a organização da disputa. O calendário de programação das urnas eletrônicas e a fase inicial do registro de candidaturas serão obrigatoriamente tocados por ele. Daí viria o argumento de que o ideal seria deixá-lo finalizar o processo. Com o impasse jurídico sobre a candidatura de Lula –líder nas pesquisas de intenção de votos–, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) terá papel central na disputa. O PT - Partido dos Trabalhadores diz que vai registrá-lo na corrida à Presidência mesmo com a condenação em segunda instância.


Voce pode ler também

0 comentários