Sérgio Cabral foi trnasferido em janeiro para presídio em Curitiba

segunda-feira, fevereiro 26, 2018

Foto: Giuliano Gomes/PR Press


A ação civil pública por improbidade administrativa movida pelo Ministério Público contra o ex-governador Sérgio Cabral, ex-secretários de Saúde e empresários identificou mais de 6.000% em sobrepreço na compra de medicamentos entre 2007 e 2014 pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro. "Havia sobrepreço na casa de 6.000% na comparação entre o remédio comprado na licitação e o recomprado. Todo o esquema permaneceu pelo menos até 2014", disse Cavalleiro. O sobrepreço era praticado, segundo o promotor Carlos Alberto Chaves, do Grupo de Apoio Técnico Especializado (Gate), em todos os tipos de remédios, desde anticoagulantes, retrovirais, até remédios usados para transplantes.

Segundo o órgão, o grupo é suspeito de ter desviado R$ 173 milhões dos cofres públicos, através de contratos para manutenção de serviços de estocagem, distribuição, armazenamento e destinação final de medicamentos, insumos, produtos e materiais médico-hospitalares. A investigação, que começou em 2013, ainda durante o governo Cabral, possuía uma divisão do dinheiro que se repetia em outras áreas, com pelo menos 5% para Cabral: 
 
"Houve uma divisão em termo de percentuais a serem pagos a Sérgio Cabral (5%), Sérgio Côrtes (02/03), César Romero (1%) ao TCE, e mais 1% para 'girar a máquina'", explicou Cavalleiro. Segundo ele, foram 305 toneladas de medicamentos incineradas em 2013, 12 toneladas em 2014 e 370 toneladas em 2015. "Até 2016, a estimativa é de que tenham sido descartadas 80,7 milhões em remédios da Central Geral de Abastecimento", explicou o promotor. O sistema de pagamento de propinas seguia o esquema em outras instâncias do governo estadual, e que seriam feitos em todos os contratos na área da saúde.

 


 
Fonte: G1

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