Netanyahu ensaia antecipar eleição em Israel para frear inquéritos

domingo, março 11, 2018

Brendan McDermid/Reuters

O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, fala com a imprensa após abertura de exposição na sede da ONU em Nova York


Acuado por investigações de corrupção e diante da debandada de aliados, alguns dos quais convertidos em delatores, o premiê israelense, Binyamin Netanyahu, pode antecipar as eleições gerais previstas para novembro de 2019, afirmam analistas. O pretexto para isso seria o atrito entre dois partidos que formam a base de governo a respeito de uma lei que trata do alistamento militar de judeus ultraortodoxos.

"É uma falsa crise. Se Netanyahu quiser, resolve isso [o atrito] em dez minutos", disse o ministro da Educação, Naftali Bennet, do partido Casa Judaica (ultradireita). O pontapé mais doloroso no premiê foi o acordo de delação premiada firmado na segunda (05/03), pelo braço-direito e confidente Nir Chefetz, considerado a "sombra" de Netanyahu e sua família.

Chefetz foi detido em meados de fevereiro sob acusação de envolvimento em um dos quatro em casos de corrupção de que o primeiro-ministro é acusado, apelidados pela mídia local de "1.000", "2.000", "3.000" e "4.000". Após dias detido, Chefetz passou a colaborar com a investigação e a relatar o que sabe sobre o premiê —incluindo a influência da primeira-dama, Sara, e do filho mais velho, Yair, em decisões de importância nacional.

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