Delator afirma que Beltrame recebia 'mesada' de R$ 30 mil

domingo, abril 29, 2018


O delator Carlos Miranda afirmou em depoimento que o ex-secretário de Segurança José Mariano Beltrame teria sido um dos beneficiados pelo esquema de corrupção do ex-governador Sérgio Cabral. De acordo com Miranda, de 2007 a 2014, Beltrame teria recebido R$ 30 mil por mês. Os recursos teriam sido entregues à mulher dele, a professora de Educação Física Rita Paes. As informações são do jornal O Globo.

A delação de Miranda foi homologada pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal - STF. Tanto Beltrame como Rita Paes negam as acusações. Beltrame afirmou que coloca as declarações de bens, contas bancárias e outros dados patrimoniais à disposição das autoridades, e que nunca recebeu propina. Ele chamou de "vagabundo e mentiroso" o economista Carlos Miranda.


Beltrame nega esquema de corrupção e diz que acusação é "fantasiosa"


Preso desde novembro de 2016, Carlos Miranda é acusado de ser o principal operador de Cabral, responsável pela coleta e distribuição de propina do esquema. Ainda de acordo com a sua delação, antes de chegar a Beltrame, o dinheiro seria repassado ao empresário e ex-assessor de Cabral Paulo Fernando Magalhães Pinto, que também era dono do apartamento alugado por Beltrame. 

O ex-secretário de Segurança José Mariano Beltrame recebia mesada de R$ 30 mil, segundo delator Paulo Fernando também foi preso pela Lava Jato, mas fez acordo de delação. Ele afirmou que vendeu metade do iate Manhattan, avaliado em R$ 5,3 milhões, ao ex-governador. Reportagem publicada pela revista “Veja” em janeiro do ano passado mostrou os filhos de Beltrame em fotos a bordo da Manhattan, em Angra dos Reis. 
 
 
Governador Luiz Fernando Pezão recebia mesada de R$ 150 mil, diz delator


Carlos Miranda também afirmou que Luiz Fernando Pezão (MDB) recebia mesada de R$ 150 mil, e que a propina ao então vice-governador do Rio incluía décimo terceiro salário e bônus, que totalizavam R$ 1 milhão. O principal operador do esquema de corrupção no Rio ainda afirmou que o atual governador recebia, além da mesada, propina extra de R$ 300 mil

O montante é referente aos serviços feitos por empreiteira na residência de Pezão, em Piraí, no Vale do Paraíba. Miranda frisa em seu depoimento que Sérgio Cabral o encarregou de fazer os pagamentos a Pezão. Ainda de acordo com o delator, quando Cabral deixou o governo o caso se inverteu: Pezão o indicou para efetuar os pagamentos ao seu padrinho político. O valor, mensal, era de R$ 400 mil.


Fonte: Jornal do Brasil

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