Em nota, CNT diz que Petrobras mente sobre política de preços

quinta-feira, maio 24, 2018



A CNT - Confederação Nacional do Transporte afirma que a Petrobras "mente" sobre a política de preços em suas refinarias. Segundo a organização, o regime é uma "medida desproporcional", pois a estatal tem custos internos e não internacionais.

Segundo a CNT, o impacto será "irrisório":

"A solução apresentada, até o momento, pelo governo em nada contribuirá para garantir as condições mínimas de operação do transporte rodoviário de cargas e passageiros no país. A retirada da Cide sobre o óleo diesel terá impacto irrisório no preço final do combustível".

De acordo com a confederação, "transportadores não podem responder pela ineficiência da Petrobras e pela corrupção que ocorreu na estatal".

"Essa política equivocada e desastrosa não poderia ter sido implantada em pior momento para o setor transportador, que ainda luta para superar as perdas da forte recessão econômica", diz a CNT.

Leia a íntegra da nota:

"Petrobras mente muito":

1) A política de preços adotada pela Petrobras em suas refinarias, que acompanha a alta das cotações internacionais do petróleo, é uma medida desproporcional, pois ela tem custos internos e não internacionais.

2) Transportadores não podem responder pela ineficiência da Petrobras e pela corrupção que ocorreu na estatal.

3) Países autossuficientes na produção de petróleo praticam preços do óleo diesel mais baratos.

4) Em comparação a outros países que possuem perfil similar ao desenvolvimento econômico brasileiro, como Rússia e México, o preço do óleo diesel no Brasil é superior. O óleo diesel cobrado no Brasil é, em média, 15% superior ao cobrado nos Estados Unidos da América, sendo que a renda média neste país é seis vezes maior que a do brasileiro.

5) A política de preços de combustível deve considerar as condições econômicas do Brasil.

6) Essa política equivocada e desastrosa não poderia ter sido implantada em pior momento para o setor transportador, que ainda luta para superar as perdas da forte recessão econômica.

7) Os sucessivos aumentos do óleo diesel comprometem com mais intensidade o transporte rodoviário, que responde pelo tráfego de 90% dos passageiros e por mais de 60% da movimentação de bens e produtos no Brasil.

8) A solução apresentada, até o momento, pelo governo em nada contribuirá para garantir as condições mínimas de operação do transporte rodoviário de cargas e passageiros no país. A retirada da Cide sobre o óleo diesel terá impacto irrisório no preço final do combustível".

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