Luto na Imprensa: Morre o jornalista José Rangel

sábado, julho 21, 2018


 
Segundo informações de familiares José Rangel, estava internado para tratar de problemas renais e uma pneumonia. Aos 72 anos ele estava em plena atividade. E foi um grande cronista do cotidiano no colunismo social. E na cobertura dos mais diversos eventos. Passou pelo Centre de Formation et Perfectionnement des Journalistes (Paris) e resgatou o colunismo social na TV, na estréia da TV Diário (1998). Zé Rangel, como a gente o chamava, era a mais perfeita tradução de um cavalheiro. Gentil, educado, bom papo, e detentor de uma leveza que dava a impressão por vezes que flutuava.

Quando eu dizia isso a ele, nos nossos seguidos encontros e papos pelos corredores da Assembleia ele rebatia: "cada qual com sua carga, a diferença e saber remar o peso do barco". Um de meus papos mais frequentes com o Zé era sobre as mudanças na imprensa e na forma de abordagem das coisas. Ele migrou rápido para a assessoria e as mídias on line, e dizia com certo orgulho que "o desafio para um veterano como eu é se manter contemporâneo e relevante", ao que eu replicava que era desafio nosso.

Nosso último encontro foi há duas semanas cobrindo o Plenário da Assembleia. 
 
Eu não queria ser o porta-voz da notícia do falecimento das pessoas, mas isso tem acontecido com frequência maior do que eu gostaria. Neste sábado encerrou-se o tempo do amigo jornalista José Rangel.

Ele faleceu nesta tarde (21.07) na Gastroclínica.
 
Vou guardar de Zé Rangel aquele sorriso suave dele, os bons modos e o bom gosto. Era um cara viajado, atento, centrado e um disciplinado nas técnicas do jornalismo, portando sempre um bloquinho de notas como nos velhos tempos, "mas armado do smart digital", dizia. Fica a esposa, Zeneida Rangel e três filhos, e em nós uma saudade imensa...
 
 
Fonte: Jornalista Cláudio Teran

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