Cinema cearense veste luto - morre Jonas Luiz de Icapuí

domingo, setembro 02, 2018


Faleceu de sábado (01/09), em Fortaleza, aos 67 anos, o cearense Jonas Luiz da Silva, nas artes, Jonas de Icapui, vítima de câncer no pâncreas. Era professor, teólogo e jornalista, com mestrado em Ciências da Educação. Era ainda pesquisador, escritor, apresentador de TV e cineasta. Jonas, que trabalhou no Sistema Verdes Mares, era Diretor de Comunicação da FGF - Faculdade Grande Fortaleza, em cuja emissora de televisão universitária, FGF TV, de que foi fundador, havia muitos anos mantinha um programa de entrevistas, que recebia players das artes e das ciências no Estado.

Sua obra-prima é a peça de cinema intitulada "Sedição de Juazeiro", de 2012, que trata de um dos fatos mais importantes da história política de Juazeiro do Norte, ocorrido na segunda década do Século XX, quando forças políticas declararam uma dualidade de poderes legislativos no Estado do Ceará, que teve participação ativa do Padre Cícero Romão Batista. Dirigido por Daniel de Abreu e com produção de Jeane Feijão, o roteiro do longa-metragem foi elaborado por Jonas Luis da Silva de Icapui, que para tanto realizou uma longa pesquisa sobre o tema. No elenco, Ary Sherlok (Padre Cícero), Magno Carvalho (Floro Bartolomeu) e Fernando Cattony (Bezerra de Menezes), dentre outros.

Pela concepção e roteirização desse trabalho Jonas recebeu inúmeras homenagens – na imagem sendo cumprimentado por Bill Klinton, ex-presidente dos EUA, em visita ao Ceará, o qual conheceu e apreciou a sua obra. Jonas de Icapui deixou concluída a obra cinematográfica "Chico da Matilde – O Dragão do Mar", e em fase de formação de parcerias, já com verba de 3.500.000 reais aprovada pela Ancine, a peça de cinema "Em Nome de Deus", contando a história de Dom Helder Câmara.

A cultura cearense perde, portanto, um de seus grandes pesquisadores contemporâneos, que vinha tentando levar para as telas de cinema lances épicos e personagens maiúsculos da História do Estado. Ele, que tinha quatro filhos (Samantha, Rebeca, Nícolas e Steven), deixa viúva Ângela Maria Tavares.
"Gostaria agora, neste instante, de abolir todas as guerras e de semear nas almas dos homens de todas as raças o amor pelos animais da terra e que todos cantassem em um mundo transformado de uma nova era pela paz e pelo amor. Seria tão bom se eu pudesse".

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