Manifestantes dos “coletes amarelos” estão atacando à França

domingo, dezembro 02, 2018

Foto: AFP -


O movimento dos "coletes amarelos", que sacode a França, começou com um objetivo específico: forçar o governo de Emmanuel Macron a voltar atrás no absurdo aumento dos combustíveis — uma “taxa ecológica” destinada a forçar os cidadãos a deixar o carro em casa. Não demorou para que o movimento agregasse outras insatisfações, como as de desempregados e sindicalistas desejosos de manter privilégios e evitar o prosseguimento das reformas modernizadoras na legislação trabalhista.


Diante da falta de pulso do governo, como não poderia deixar de ser, vândalos da periferia parisiense se juntaram à massa de manifestantes, para praticar os atos de selvageria vistos ontem. O movimento dos "coletes amarelos" não tem ideologia. Guardadas as devidas diferenças, ele é semelhante ao dos caminhoneiros que pararam o Brasil este ano. Mas o movimento passou a ser explorado tanto pela extrema-esquerda como pela extrema-direita — que, nas figuras de Jean-Luc Mélenchon e Marine Le Pen, agora pedem novas eleições.

Certa imprensa brasileira insiste em apontar o dedo somente para a extrema-direita, mas os relatos ouvidos por este site mostram que, em meio à turba multifacetada que aterroriza Paris, a maioria dos ideológicos é composta por extremistas de esquerda. Eles gritam contra "a direita no poder", xingam as forças de ordem de "nazistas" — e se juntam alegremente aos vândalos da periferia para ferir policiais, queimar carros, pilhar lojas e incendiar prédios.

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