“Se pegar todo mundo, vamos fechar e começar de novo”

domingo, janeiro 27, 2019


 
Janaína Paschoal, em sua entrevista ao Estadão, falou sobre os depósitos de Flavio Bolsonaro:

"Ele já explicou a situação dos tais depósitos. É factível? É factível. Não é ilícito. É diferente. Tanto é que o Coaf indicou uma movimentação atípica, não necessariamente ilícita".

Ao mesmo tempo, ela desaprovou a chicana a que ele recorreu para se defender:

"Ele tem todo o direito à defesa, a entrar com todas as medidas, mas me parece complicado ver uma reação parecida com a que a foi a do Aécio, com a que é a do Lula até hoje. Com isso eu não estou dizendo que as autoridades sempre tenham razão. Mas eu não endeuso ninguém. ‘É só porque eu sou filho do presidente.’ Não é só, pô. Teve lá um apontamento. Talvez a divulgação seja até excessiva, vamos dizer assim, mas houve um apontamento".

O entrevistador perguntou o que ela quer saber.

Ela respondeu:

"Se tem fundamento ou não tem fundamento. Por isso é que eu decidi me manifestar. Tem que investigar. O sigilo sobre a investigação não pode haver. Vamos imaginar que haja alguma coisa errada com o senador. Se isso tivesse aparecido antes da eleição, ele provavelmente não teria sido eleito".

Ela defendeu também que deputados de todos os partidos devem ser investigados:

"Tem também o deputado do PT - Partido dos Trabalhadores, que vai ser presidente da ALERJ. E a gente não sabe o que tem lá. É um direito da população ter acesso a isso. A minha abordagem é: vamos pegar todo mundo. Se pegar todo mundo, vamos fechar e começar de novo".
 

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