Milhares de espanhóis protestam em Madri contra atuação do governo na negociação com a Catalunha

domingo, fevereiro 10, 2019




Cerca de 45 mil de espanhóis participaram neste domingo (10/02) de uma manifestação convocada por partidos de direita em Madri para exigir a renúncia do presidente do governo, Pedro Sánchez Pérez-Castejón, e pedir a realização de eleições antecipadas. O líder socialista é acusado de ceder às exigências dos independentistas catalães. Os líderes do conservador Partido Popular (PP), Pablo Casado, dos Ciudadanos (liberais), Albert Rivera, e o presidente do ultradireitista Vox, Santiago Abascal, foram fotografados pela primeira vez juntos na praça de Colón durante a manifestação, de acordo com o jornal "El País". 

"O tempo de Sánchez já acabou. Não cabe mais rendição socialista nem mais chantagem independentista. Hoje começa a reconquista", afirmou Pablo Casado. A concentração terminou com a leitura de um manifesto que diz que "a união nacional não será negociada" e que os espanhóis "não estão dispostos a tolerar mais traições e nem concessões diante daqueles que querem destruir a nossa pátria". Sánchez conta com o apoio de somente um quarto do parlamento e depende do suporte do partido anti-austeridade Podemos e dos nacionalistas catalães, bem como de outros partidos menores, para aprovar leis.

Na quarta-feira (13/02), está marcada uma votação crucial para o governo, sobre a proposta de orçamento para 2019, que deve ser rejeitada caso não haja o apoio de partidos catalães. Mas tais grupos afirmam que a aprovação do orçamento está condicionada à inclusão da questão da independência nas negociações com a Catalunha, algo que o governo nega fazer. A rejeição da lei orçamentária no parlamento pode precipitar uma nova eleição antes da prevista para 2020.



Fonte: G1

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